Marketing Total

TERCEIRO SETOR

Onze coisas que você precisa saber antes de fazer uma doação (IV)
Artigo Publicado na Revista Você S.A. - fevereiro 1999 - ano 1 nº8
(última parte)

7) Esteja atento aos resultados
Não pense que sua participação chegou ao fim. Se você desistir agora, pode pôr tudo a perder. Para qualquer doação ser eficaz, você precisa acompanhar os resultados. Para estar ligado, peça informes
periódicos para a entidade. Dados como o número de pessoas beneficiadas pelo projeto, o que foi concluído e o que ainda falta. Dessa forma, você corre menos riscos de ver seu dinheiro aplicado em projetos ineficazes. "Se você faz uma doação para uma escola pobre, não quer ver seu dinheiro aplicado na reforma da sala do diretor, mas na compra de material didático para os alunos", diz Voigt.


8) Você não é o dono da bola só porque fez uma contribuição à entidade
Tenha cuidado para não inverter os papéis. Não é porque você fez uma doação para determinada entidade
que poderá entrar lá e comandar tudo do seu jeito. "Esse é um dos equívocos mais comuns cometidos pelos colaboradores, que acabam se sentindo os donos do pedaço", afirma Oded Grajew, do Instituto Ethos. É preciso respeitar o trabalho da instituição e até ajudar com seu conhecimento ou experiência, mas sem mudar o que já é feito com eficiência.


9) Há benefícios financeiros?
Os benefícios financeiros de se fazer uma doação são irrisórios. Não há um programa eficaz de estímulo
à filantropia no país. Uma das exceções é a cultura. Qualquer pessoa pode ajudar o financiamento de um projeto cultural e ter esse valor deduzido até 6% (pessoa física) e 4% (pessoa jurídica) do imposto a pagar. No caso dos filmes, a dedução é de até 3%. Quem ultrapassa esses limites não tem restituição sobre o excedente. Além da cultura, as doações ao fundo da Criança e do Adolescente também contam com benefício fiscal. O limite da dedução do imposto é de 6% para pessoa física e 1% para pessoa jurídica.


10) Talvez você possa ser um sócio-contribuinte
Você não tem tempo para fazer tudo isso. Sua carga horária no trabalho e com as atividades em casa está totalmente tomada. Você não tem condições de acompanhar os resultados do projeto e nem manter um contato mais próximo com a entidade. Há ainda uma última saída. Você pode tornar-se sócio-contribuinte. Nesse caso, você escolhe a entidade e faz doações periódicas. Nos fundos dos conselhos municipais e estaduais ou da Criança e do Adolescente, por exemplo, a própria comunidade realiza a fiscalização periódica sobre o destino das verbas recebidas. Não há necessidade de um acompanhamento mais intenso.


11) Seja voluntário
Você pode ainda contribuir com entidades beneficentes sem fazer doações em dinheiro. Seja um voluntário. Para isso, aproveite seu conhecimento ou experiência em determinada atividade e ponha isso em prática."O voluntário de hoje pode ser o doador de amanhã", afirma Stephen Kanitz, da Kanitz & Associados. Se você não souber por onde começar, na Internet (www.voluntarios.com.br) há uma lista de mais de 2000 entidades que precisam de seu trabalho. É só dar um clique no seu mouse e pôr a mão na massa.

Leia os anteriores:
Onze coisas que você precisa saber antes de fazer uma doação (I)
Onze coisas que você precisa saber antes de fazer uma doação (II)
Onze coisas que você precisa saber antes de fazer uma doação (III)



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