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O debate
entre defensores de abordagens qualitativas e quantitativas,
que é histórico nas ciências
sociais, se reproduz nas discussões sobre avaliação
de projetos sociais.
Os
defensores das abordagens qualitativas destacam a necessidade de conhecimento
profundo sobre os fatos analisados, ao passo que os avaliadores voltados à
abordagem quantitativa valorizam a possibilidade de mensuração,
comparação e generalização dos resultados obtidos
através de suas abordagens. As abordagens qualitativas permitem
o estudo de questões, casos ou eventos em maior profundidade, permitindo
que o pesquisador conheça com maior riqueza as experiências estudadas.
As desvantagens dessas abordagens seriam a impossibilidade de generalizar os resultados
encontrados ou poder aplicá-los em outros casos, além do custo mais
alto em relação às abordagens quantitativas. As pesquisas
e avaliações qualitativas geralmente empregam métodos como
estudos em profundidade, entrevistas abertas, oficinas, focus groups, observação
direta, estudo de casos, pesquisa-ação e análise de documentos.
Já as
abordagens quantitativas possibilitam a realização de levantamento
de informações junto a um maior número de respondentes a
um menor custo, a realização de análises estatísticas
e, usualmente, a comparação e generalização de resultados.
A desvantagem é que os levantamentos quantitativos não oferecem
a mesma profundidade que os qualitativos. As pesquisas e avaliações
quantitativas geralmente empregam métodos como aplicação
de questionários e coleta e processamento de informações
quantitativas.
Em meio ao debate entre abordagens quanti ou qualitativas, é importante
lembrar que a escolha de uma ou outra abordagem depende dos objetivos e das questões
que se pretende responder com o processo de avaliação. Estes são
os elementos-chave para que os gestores ou pesquisadores escolham as abordagens
e os métodos de levantamento de dados mais adequados para o seu caso.
Além
disso, as avaliações podem ser mistas e se valer
da chamada "triangulação", empregando
diferentes abordagens e métodos de pesquisa. Para muitos,
este é o tipo ideal de avaliação por
combinar as vantagens de cada uma das abordagens, porém
tende a ser mais caro e demorado.
Próximos passos
Ao ter clareza sobre os objetivos, o tipo de avaliação e a abordagem
que se pretende utilizar, os responsáveis podem avançar no processo
de planejamento da avaliação tomando outras decisões metodológicas
importantes, como: - Determinar
as fontes de informação que serão utilizadas (dados secundários
e primários)
-
Identificar o universo de estudo e os informantes
-
Definir a população, a amostra e os procedimentos de amostragem
que serão empregados
-
Escolher os métodos e desenhar os instrumentos para a coleta de dados (entrevistas,
estudos de caso, observação, oficinas ou experimentos)
-
Elaborar um plano para a realização do trabalho de campo (coleta
de dados)
-
Elaborar um plano de análise das informações que serão
levantados.
Ao término desta etapa, os responsáveis passam a contar com um plano
que deve nortear todas as demais atividades do processo de avaliação. ......................................................................................................................... Referências
Bibliográficas
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